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Titulos
O Rio Branco é o verdadeiro papa-títulos do futebol capixaba. Suas equipes conquistaram mais troféus do que todos os co-irmãos juntos, num total de 44 certames desde 1917. O primeiro feito ocorreu já na segunda competição oficial (1918), quando o time capa preta contou com a seguinte formação base : Eduardo, Raul e Nelson; Edmundo, Odilon e Zé Fiel; Bezerra, Paixão, Pires, Ciro Medeiros e Argeu.
A partir daí, as conquistas se sucederam com larga predominância sobre as demais agremiações, essas, em constante briga para serem "o principal adversário" do time capa-preta.
Estão registrados nos anais da Federação, para orgulho do torcedor Rio-Branquense, todas as conquistas do clube, como numa citação apenas dos anos de cada título:
Campeonatos da Cidade - 1918, 1919, 1921,1924, 1929, 1930, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939 (hexacampeão), 1941, 1942, 1945, 1946, 1947, 1949, 1951, 1957, 1958, 1959, 1964, 1965, 1967, 1969 e 1971.
Campeonatos do Estado - 1930, 1934, 1949,1951, 1962, 1963, 1966, 1968, 1969, 1970, 1971 (tetracmpeão), 1973, 1975, 1978, 1982, 1983 e 1985.

História
O clube foi fundado em 21 de Junho de 1913 por um grupo de rapazes entusiastas do futebol, esporte que se firmava no gosto popular. Na escolha do primeiro nome, uma homenagem aos próprios jovens que o idealizaram: Juventude e Vigor. Tudo aconteceu na casa de Nestor Ferreira Filho, na Rua Sete de Setembro, mais precisamente num cômodo cedido pelo pai deste, junto ao seu escritório de contabilidade. Entraram para a história do "mais querido" do Estado os fundadores Edmundo Martins, Antônio Miguez, Gervázio Pimentel, José Fiel, José Batista Pavão, Cláudio Daumas, Otávio Alves de Araújo, Hermenegildo Conde, Adriano Macedo, Antônio Gonçalves de Souza e Nestor Ferreira Filho, que seria seu primeiro presidente. Menos de um ano depois o Juventude e Vigor cederia lugar em sua denominação ao Rio Branco Futebol Clube, que ganhava a simpatia dos capixabas, e já formava equipes fortes e vencedoras. O novo nome surgia de uma homenagem, que os fundadores decidiram prestar à figura exponencial do Chanceler José Maria da Silva Paranhos, o Barão de Rio Branco, então em grande evidência na política nacional. Anos depois, na década de 30, e já tendo construído o Estádio Governador Bley, o clube perderia sua praça esportiva, para pagar dívidas. Viveu, então, sua pior fase desde a fundação, com os adversários apregoando seu fim. Seus mais ferrenhos e abnegados seguidores não permitiram, no entanto, que isso acontecesse. Tendo à frente seu mais empolgado e obstinado torcedor, Laonte de Lima Soares, um grupo de associados, do qual participavam praticamente todos os seus jogadores, criaram o Riobranquinho, uma sigla diminutiva para o mesmo clube forte e ganhador dos anos anteriores. Já era, disparado, o maior conquistador de títulos no Estado, o "mais querido" da torcida e o legítimo representante capixaba em certames nacionais. Grandioso, apesar do nome Riobranquinho, o clube, finalmente, em 18 de Março de 1941, recebeu a denominação que mantém até hoje, Rio Branco Atlético Clube. O "Atlético" substituiu ao "Futebol", de antes, para possibilitar a prática de outros esportes, que ganhavam força e prestígio popular na época, como o basquete e a natação.

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Estadios
O Rio Branco Atlético Clube foi sempre o grande responsável pela construção dos maiores e mais importantes estádios de futebol no Espírito Santo. Tudo começou com o Estádio de Zinco, erguido no início da década de 20, num plano dos mais vastos e arrojados para a época. A obra foi idealizada pelo abnegado Rio-Branquense Angenor Santos, que a via como uma necessidade para se dar impulso ao futebol, cuja prática já estava arraigada entre os capixabas. Era uma praça de esportes que tinha todas a sua área cercada de zinco, com arquibancadas de madeira cobertas por zinco. Os anos passaram e o futebol do Espírito Santo, como em todo Brasil, se desenvolveu. O Estádio de Zinco já era pequeno, acanhado para o torcedor capixaba em geral, e Rio-Branquense em particular. Surgiu, então, a idéia da construção do Estádio Governador Bley. Obra gigantesca, erguida no mesmo local do estádio anterior, era a praça de esportes à altura do desenvolvimento político, econômico e futebolístico do Espírito Santo. O "Governador Bley" , palco de tantas conquistas do time capa-preta, foi inaugurado em 31 de Maio de 1936 com o jogo Rio Branco X Fluminense. Nele, praticou-se o melhor futebol do Estado, até 1975, quando, sentindo novamente a necessidade de modernização, a diretoria do clube partiu para vôo mais alto; a construção do Estádio Kleber José de Andrade, em Campo Grande, numa área de 90.000 m2. Com o arrojo e determinação, que sempre marcaram as diretorias Rio-Branquenses desde a fundação do clube, os dirigentes de então iniciaram as obras. As dificuldades foram muitas, começando pela existência de uma enorme pedra em grande parte da área. A economia do país passou a viver, exatamente a partir dessa época, uma grave crise, que não poderia deixar de afetar a agremiação, com uma obra tão gigantesca. Com o esforço da diretoria e o estímulo dos torcedores, o estádio, que recebeu o nome de "Kleber Andrade" , numa homenagem a um de seus idealizadores, foi parcialmente inaugurado em 07 de Setembro de 1983. Desde então, tem sido palco das principais disputas do time capa-preta, incluindo jogos do Campeonato Brasileiro.

Lusa
Santos
The Sims

Curiosidades
O Rio Branco Atlético Clube foi o primeiro do Estado a realizar uma excursão ao exterior, em Abril e Maio de 1974. Seu time foi à Europa, Ásia e África, onde obteve resultados expressivos





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